Prefeitura de VR monta força-tarefa para atender ocorrências causadas pela chuva
11 de Fevereiro de 2018

Barra Mansa monta força-tarefa para atender ocorrências das fortes chuvas de sábado

Choveu em uma hora o equivalente a três dias; Defesa Civil, Saae, Susesp, Guarda Municipal, Secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural, Saúde e Assistência Social estão nas ruas atendendo chamados

A chuva que castigou Barra Mansa no fim da tarde de sábado, dia 10, foi o equivalente a três dias. A informação é da Defesa Civil depois de avaliação nos pluviômetros da cidade onde foram constatados 36 milímetros (mm) de chuva somente em uma hora de águas torrenciais. Os estragos foram enormes, diversos bairros foram atingidos. A pedido do prefeito Rodrigo Drable, equipes da Defesa Civil, Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), Susesp (Superintendência de Obras e Serviços Públicos), Guarda Municipal e secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural, Saúde e Assistência Social montaram uma força-tarefa e estão nas ruas solucionando os problemas decorrentes da chuva.

Segundo o coordenador da Defesa Civil BM, Serginho Bombeiro, durante alerta emitido pelo INEA (Instituto Estadual do Ambiente) foi comunicado apenas que o nível dos rios poderia subir, mas não anunciado o alerta vermelho da quantidade de chuva que viria. De acordo com o site Climatempo, a previsão de chuva era de 8mm, mas somente em uma hora choveu quase cinco vezes mais, 36mm. Além de muita água, a chuva veio acompanhada de diversas descargas elétricas (raios) e vento forte. Segundo especialistas em meteorologia, a chuva que caiu neste sábado em Barra Mansa e em cidades vizinhas como Volta Redonda pode ser considerada um fenômeno raro.

Neste domingo, dia 11, toda a equipe de força-tarefa formada pela Defesa Civil, Saae, Susesp, Guarda Municipal e secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural, Saúde e Assistência Social está de volta aos bairros mais afetados para averiguar a situação e promover as medidas de controle atendendo os moradores no que for necessário. O Saae disponibilizou 30 pessoas, oito caminhões, duas retroescavadeiras e um caminhão pipa; a Susesp enviou 30 homens, duas retroescavadeiras e dois caminhões e a secretaria de Desenvolvimento Rural está com uma equipe de dez funcionários, duas retroescavadeiras e dois caminhões. Uma equipe da Saúde também está orientando os moradores sobre os cuidados durante enchentes e alagamentos, principalmente em relação à leptospirose. Em situações de emergência, o primeiro órgão a ser acionado é o Corpo de Bombeiros Militar, pelo 193. A Defesa Civil (199) é chamada pelos bombeiros quando há ameaça iminente de desabamento de estruturas.

Foram sete chamados para a Defesa Civil durante a chuva da tarde deste sábado. Entre os bairros com maiores ocorrências estão Vista Alegre, São Judas e Nove de Abril. No Vista Alegre, o córrego Laranjeiras que corta a localidade transbordou e causou grandes estragos. O muro de uma casa não suportou e acabou caindo, mas ninguém se feriu. O asfalto da via também levantou, e uma rua precisou ser interditada para uma limpeza geral.

No bairro Nove de Abril, cerca de seis casas foram alagadas pelas enchentes devido rede de esgoto da rua não suportar a quantidade de água de uma só vez. Apesar dos prejuízos e consequências, apenas uma família ficou desalojada e preferiu ficar na casa de parentes. Os moradores do bairro também relataram à equipe da Defesa Civil que devido uma obra no local, durante a terraplanagem na referida construção, um grande volume de terra foi deslocado o que pode ter ocasionado o entupimento da rede de águas pluviais.

No bairro São Judas houve relatos de quedas de árvores devido ao vento e a força da chuva. Moradores também informaram deslizamentos de terra no local. Houve um desmoronamento de contenção da linha férrea da empresa FCA (Ferrovia Centro Atlântica).

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