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Metalúrgicos da CSN aprovam negociação sobre turno

Destaque Popular, em Volta Redonda
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Metalúrgicos da CSN aprovam negociação sobre turno

Em votação realizada nesta quarta-feira, na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, os trabalhadores da CSN rejeitaram, por maioria, a proposta de greve e aprovaram que o Sindicato dos Metalúrgicos negocie uma alternativa ao turno de oito horas que a empresa pretendia implantar na próxima segunda-feira. Foram 2.363 votos a favor da negociação (69%), contra 1.042 favoráveis à greve. Houve também 23 votos nulos e 19 brancos.


Diante do resultado, o presidente do sindicato, Silvio Campos, informou que enviará ainda nesta quarta um ofício à companhia pedindo a abertura de negociações. Embora não tenha ainda se pronunciado oficialmente, a CSN deverá aceitar o pedido de adiamento e apresentar uma proposta alternativa ao turno de seis horas.


- Vamos aguardar uma reunião para conhecer qual a proposta que a CSN tem para os trabalhadores. A empresa diz que tem proposta, mas ainda não sabemos qual é – disse ele.


O presidente do sindicato reconheceu que o fim do turno de seis horas é uma derrota em termos de bandeira política, mas lembrou que todas as concorrentes da CSN trabalham com o turno de oito horas: “Esta diretoria do sindicato foi que trouxe o turno de seis horas de volta, em 2008, e está até hoje. Mas a reforma trabalhista deu à CSN a oportunidade de fazer a adequação que eles sempre quiseram com a justificativa de melhorar lucros e produtividade. Nós entendemos que o ideal para o trabalhador é o turno de seis horas”.


O sindicalista ressaltou, porém, que só aceitará discutir o turno de revezamento, descartando categoricamente o fixo de oito horas. “Isso a gente nem discute. Se for [a proposta] de turno fixo, vamos partir para uma outra votação e vamos propor uma greve”, afirmou, acrescentando ainda que espera um abono na oferta que for apresentada pela empresa. Ele também quer que a empresa garanta uma hora de almoço para os metalúrgicos: “A meia hora da reforma a gente não aceita, porque dentro da usina não dá tempo nem de chegar ao refeitório”.


A CSN tem cerca de cinco mil operários na jornada atual e, se adotado o turno de oito horas, pelo menos mil empregados correm risco de demissão – apesar da negativa da empresa a respeito, como noticiou a coluna Poucas & Boas na última segunda-feira. A respeito, o presidente do sindicato lembrou um antigo ditado popular.


- Gato escaldado tem medo de água fria. Será preciso colocar no acordo estabilidade para todos no turno. Sem não tiver assinado, não dá para acreditar.


Princípio de confusão


A apuração dos votos, realizada imediatamente após o encerramento da votação, foi marcada por um princípio de tumulto entre os dirigentes do sindicato e membros da oposição sindical. Isso porque o dirigente Bartolomeu Citelli teria ouvido uma mulher afirmar que estaria havendo manipulação dos votos. Ele discutiu com ela, que estava filmando, e com um homem ao seu lado, para quem ela teria feito o comentário. Ele chegou a tentar coloca-la dentro do recinto de apuração.


Pouco depois, outro sindicalista, Carlinhos, que participava da contagem, se desentendeu com a mesma mulher e o homem ao seu lado, ao tentar força-los também a ir conferir se estava havendo qualquer irregularidade. Houve intervenção da turma do deixa disso e os ânimos foram serenados. A apuração é feita pelos sindicalistas, mas com acompanhamento, de perto, de funcionários designados pela CSN. Fotos: Rui do Sindicato


Redação: Fernando Pedrosa/Foco Regional


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